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Pais devem estabelecer regras sobre o uso da internet, diz psicóloga

altQue as crianças e adolescentes têm facilidade de lidar com tecnologias não é novidade. Mas na era da conectividade onde elas querem estar online para manter contato com todos e saber o que acontece ao seu redor, muitos pais ficam para trás por não acompanharem o desenvolvimento tecnológico e os filhos são ‘fisgados’ pelas diferentes armadilhas presentes na internet.

Esta semana, um servidor público em Dourados, de 33 anos, foi preso acusado de favorecimento à prostituição de menores. Ele tinha perfil falso de mulher na rede social para atrair meninos e, segundo a delegada Marina Lemos, vários menores tiveram envolvimento com ele. O agravante é que o servidor público é soropositivo para HIV, mantinha relações com os garotos sem preservativo e pagava muitos deles para conseguir ter relações como uma espécie de ‘clientes’. A delegada não descarta a hipótese que dezenas ou centenas de garotos tiveram relacionamento com o acusado, que praticava esses atos há anos.

Para falar sobre a relação de pais com os filhos e a internet, O PROGRESSO procurou a professora universitária e psicóloga clínica Rosemeire Pereira Souza Martins. De acordo com ela, a educação para o comportamento seguro dos filhos na internet é fundamental e não se inicia de uma hora para a outra, pois se trata de um processo de construção. “A orientação de não falar com estranhos, que passa por gerações, é muito válida para as redes sociais, sobre o porquê o adolescente adicionar pessoas que não conhece e ainda manter diálogo com elas”, diz a psicóloga, alertando que nem sempre quem está do outro lado da conversa é quem afirma ser. Foi o que aconteceu com o caso do servidor público. Muitos garotos só sabiam que ele era homem na hora do encontro no ‘mundo real’.

Rosemeire Martins diz que é natural os adolescentes se afastarem da família devido ao processo de busca pela identidade, pela forma de pensar e se avaliar como pessoa e de se reconhecer em determinado grupos sociais. Para isso, é necessário estabelecer um vínculo de confiança desde cedo e manter um diálogo onde o pai fala, o filho escuta e obedece. “O problema é que os pais tiveram uma criação de repressão e querem educar dessa forma os filhos, gerando conflito”, disse.

Resgatar os valores de família, mostrar o que é certo e o errado e as consequências e os riscos que o filho irá ter se agir de certa forma, ou tomar determinadas atitudes é de fundamental importância no processo de educação, explica a psicóloga. Muitos jovens gostam de publicar diferentes tipos de fotos na rede social para receberem ‘curtidas’ e serem populares. “Para o jovem isso é natural, pois na cabeça dele está apenas sendo popular e que não há problema algum”, diz a psicóloga, alertando os pais a saberem um pouco mais sobre os que os filhos fazem na internet.

Na avaliação de Rosemeire Martins, os pais estarem atentos com quem os filhos se relacionam em rede social não se trata de invasão de privacidade e, sim, de cuidado, já que se trata de seus filhos menores de idade. O que deve ser levado em consideração, segundo a especialista, é o que fazer com a informação recebida do filho após verificar as ações dele na internet.

Por atender muitos casos como psicóloga clínica, ela diz que muitos pais entram em desespero, choram, fatores normais, mas é importante manter o controle para ter um diálogo franco e direto com o filho. Saber lidar com o processo da pós descoberta é essencial para melhor resolver o conflito. “É uma relação difícil, pois os pais ficam chocados e não conseguem compreender as atitudes dos filhos e vice-versa. Por isso, a necessidade de encontrar a melhor forma de dialogar sobre o assunto”, explica Rosemeire Martins, enfatizando que um profissional pode ajudar a resolver o conflito.

 
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