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Nove cidades de MS estão em alerta contra dengue e chikungunya

altO Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (4) o ultimo LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti) que põe nove municípios de Mato Grosso do Sul em estado de alerta contra a dengue e a Febre chikungunya.

Conforme o levantamento os municípios de Amambaí, Terenos, Paranaíba, Coxim, Coronel Sapucaia, Três Lagoas, Miranda e Ponta Porã apresentaram índices de infestação do mosquito Aedes Aegypti acima do satisfatório. A situação mais preocupando foi constatada no município de Amambaí, que apresentou índice aproximado de 2.3.

É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% de larvas do Aedes aegypti

Os dados apontam ainda que em Mato Grosso do Sul houve uma redução de aproximadamente 96%, em relação aos índices registrados em 2013, ficando atrás somente do Rio de Janeiro que conseguiu reduzir o número de casos em 97%.

Em todo o Brasil, o número de casos registrados de dengue caiu 61% entre janeiro e outubro de 2014, em comparação ao mesmo período de 2013, passando de 1,4 milhão de casos para 556,3 mil neste ano.

Todas as regiões do país apresentaram redução de casos notificados, sendo que a região Sudeste teve a queda mais representativa, correspondente a 67%, seguida pelo Sul (64%), Centro-Oeste (57%), Nordeste (42%) e Norte (23%). O estado com a maior diferença entre 2013 e 2014 foi o Rio de Janeiro, que conseguiu reduzir em 97% o número de casos, seguido pelo Mato Grosso do Sul (96%) e Minas Gerais (86%).

Os óbitos por dengue no Brasil também apresentaram queda em comparação a 2013. Neste ano, foram 379 mortes, contra 646 confirmados no ano passado, uma redução de 41%. Destaque para os estados de Tocantins, Acre, Roraima, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que não registraram óbitos causados pela dengue em 2014. Para reduzir cada vez mais esses números, o Brasil mantém um programa permanente de combate ao mosquito transmissor. Neste ano, foram repassados aos estados e municípios cerca de R$ 1,2 bilhão para a manutenção de ações de vigilância, prevenção e controle da doença.

Chikungunya – Até o dia 25 de outubro deste ano, o Ministério da Saúde registrou 824 casos de Febre Chikungunya no Brasil, sendo 151 confirmados por critério laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico. Deste total, 39 são casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.

Os outros 785 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Destes casos, chamados de autóctones, 330 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 371 em Feira de Santana (BA), 82 em Riachão do Jacuípe (BA), um em Matozinhos (MG) e um em Campo Grande (MS).

Vale ressaltar que, caracterizada a transmissão sustentada de Chikungunya em uma determinada área – com a confirmação laboratorial dos primeiros casos – o Ministério da Saúde recomenda que os demais sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico. Este critério leva em conta fatores, como sintomas apresentados e o vínculo dele com pessoas que já contraíram a doença.

Fonte: Campo Grande News

 
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