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Taxa de desemprego chega a 4,8% aponta pesquisa do IBGE

altA procura por emprego aumentou no mês passado, mas a geração de vagas foi insuficiente para absorver todas essas pessoas. Com isso, o número de desocupados subiu - algo que não ocorria em meses de novembro desde 2008 - e impulsionou a taxa de desemprego a 4,8%, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em outubro, a taxa foi de 4,7%.

O resultado quebrou a sequência de recordes registrados ao longo de todo ano, em que as taxas de desocupação atingiram os menores patamares para cada mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, em março de 2002. Com isso, a menor taxa de desemprego para novembro continua sendo a de 2013, quando ficou em 4,6%.

No segundo semestre de cada ano, a taxa costuma cair em função da maior oferta de vagas. No entanto, mesmo com desemprego baixo, esse movimento (chamado tecnicamente de “inflexão”) não está ocorrendo no cenário atual. “Como a economia ainda está em ritmo lento, mais pessoas estão buscando trabalho, mas o ritmo de criação de vagas não compensa esta alta”, explicou a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour. “É natural que isso aconteça depois da desaceleração da economia como um todo, como vem acontecendo.”

Na visão da economista, a piora do mercado de trabalho deve se intensificar no primeiro trimestre de 2015. “As empresas estão com estoques altos e terão que rever seu quadro de funcionários. Estão segurando trabalhadores em lay-off (suspensão temporária de contratos) e férias coletivas, mas isso tem um limite”, disse Solange.

O diretor de pesquisa econômica da GO Associados, Fabio Silveira, também aposta em uma situação difícil no próximo ano. “As oportunidades encurtam, principalmente com os cortes no setor industrial, e ainda há o crescimento do número de pessoas em busca do emprego”, disse. “Com mais gente procurando emprego e uma capacidade de oferta menor, a taxa de desemprego sobe.”

Movimento atípico

O crescimento da população inativa, que não trabalha nem busca emprego, vinha ajudando a reduzir a pressão sobre o mercado de trabalho. Em novembro, porém, esse contingente ficou 0,8% menor do que em outubro, num “movimento atípico”, segundo o IBGE. Foi a maior queda mensal em um novembro em toda a série.

Ao todo, 147 mil pessoas saíram da inatividade e procuraram uma vaga, mas apenas 105 mil conseguiram emprego na passagem do mês. Enquanto isso, a população desocupada aumentou em 50 mil ante outubro - uma alta desse tipo não ocorria em um mês de novembro desde 2008, ano da crise. “O que contribuiu para a taxa de desemprego não cair foi o fato de a procura ter aumentado. Isso pode estar ligado à expectativa de empregos temporários”, explicou a técnica Adriana Beringuy, da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. “Houve aumento da ocupação, mas não estatisticamente significativo. E agora a população desocupada, que tinha tendência de queda, cresceu.”

Em relação a novembro do ano passado, a desocupação também cresceu, enquanto a inatividade subiu menos que 2% - dois fenômenos não observados desde setembro de 2013. “Inverteu-se a dinâmica da população envolvida no mercado de trabalho. Mas temos de aguardar dezembro para saber (se isso vai continuar)”, disse Adriana.

Apesar da deterioração em termos de emprego, o rendimento dos trabalhadores continuou crescendo no mês passado, já descontado o efeito da inflação. O valor mensal médio atingiu R$ 2.148,50, o maior de toda a série da PME.

Novas vagas

O comércio foi a atividade que comandou a geração de postos de trabalho na passagem de outubro para novembro, segundo o IBGE. Empresas ligadas a essa atividade contrataram 103 mil pessoas. A indústria, após meses de demissões, abriu vagas pelo segundo mês seguido.

A maior parte dos empregos criados, de acordo com o instituto, tinha a carteira assinada. Ao todo, 122 mil novos trabalhadores formais ingressaram no mercado em novembro. O número dos sem carteira, porém, também aumentou em 34 mil.

 
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