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Jovens ignoram riscos e trocam tereré pelo narguilé nas praças de Campo Grande

altA maioria dos jovens sabe que fumar faz mal. O narguilé então, apesar de não parecer, é muito mais prejudicial do que o cigarro comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2005), uma sessão de narguilé dura em média de 20 a 80 minutos, o que corresponde à exposição a todos os componentes tóxicos presentes na fumaça de 100 cigarros. E apesar disso não faltam jovens em Campo grande se ‘divertindo’ com o dispositivo.

Uma passada na Avenida Afonso Pena, na tarde de domingo, e lá está ele, o narguilé. São vários jovens que ficam por horas e horas fumando o cachimbo d' água, que nada mais é que um dispositivo no qual o tabaco é aquecido e a fumaça gerada passa por um filtro de água antes de ser aspirada pelo fumante, por meio de uma mangueira.

Rafael Hei Derchareti da Silva, 18 anos, estudante, diz que tem consciência do mal que a ‘diversão’ causa. Mas isso não o impede de fumar. “Fumo há uns três anos. gosto do sabor. Tem vários diferentes. De cigarro não gosto”, diz.

A amiga, Daniela Sabtos, de 18 anos, estudante, também não fuma cigarros, mas não dispensa o arguille. “Fumo só com os amigos”, diz, revelando que fuma por nada mais que modismo.

Apesar de estudos associarem o uso de narguilé ao desenvolvimento de câncer de pulmão, doenças respiratórias, doença periodontal (da gengiva) e com o baixo peso ao nascer, além de expor seus usuários a de nicotina em concentração que causa dependência, o modismo pegou.

Conforme estudos, após 45 minutos de sessão, o narguilé aumenta os batimentos cardíacos e a concentraçãode monóxido de carbono expirado. Ocorre também maior exposição a metais pesados, altamente tóxicos e de difícil eliminação, como o cádmio. Em longo prazo, seu consumo pode causar câncer de pulmão, boca e bexiga, aterosclerose e doença coronariana.

Os riscos do uso do narguilé não estão somente relacionados ao tabaco, mas também a doenças infectocontagiosas: compartilhar o bocal entre os usuários pode resultar na transmissão de doenças como herpes, hepatite C e tuberculose.

Os dados são do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva.

 
 
 
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